ProUni

Como funciona o ProUni

Você certamente já ouviu falar no Programa Universidade para Todos (ProUni) do governo federal, que oferece bolsas de estudo integrais e parciais, certo? Mas você sabe como esse programa funciona? As bolsas oferecidas por ele estão disponíveis para brasileiros que não têm ensino superior e se encaixam nos critérios socioeconômicos estipulados. Outra informação interessante sobre o ProUni: a maioria dos estudantes da rede pública de ensino se encaixa nos critérios de admissão do programa. 

Até o ano de 2018, o ProUni atendeu pelo menos 2,47 milhões de brasileiros 69% desse número oferecendo bolsas de estudo integrais. Criado pelo governo federal em 2004 e institucionalizado em 2005, o programa é uma forma de oportunizar que pessoas com renda familiar per capita de até três salários mínimos tenham acesso à universidade. Confira a seguir como ele funciona e se você atende ao perfil de quem pode requerer o benefício. 

Mas, afinal, quem tem direito às bolsas de estudo oferecidas pelo ProUni?

Pode solicitar bolsa pelo ProUni quem estudou todo ou parte do ensino médio na rede pública de ensino. Também pode acessar o programa quem fez esse período na rede privada de ensino, porém na condição de bolsista. 

As bolsas de estudo integrais do ProUni são direcionadas para estudantes de famílias com renda per capita de até um salário mínimo e meio, enquanto que as parciais, de 50%, são para famílias com renda per capita de até três salários mínimos.

Pessoas com deficiência e professores da rede pública de ensino que exerçam o magistério na educação básica também podem concorrer a uma bolsa no ProUni. Neste segundo caso, a renda não é considerada e as opções de graduação devem ser voltadas às áreas de licenciatura ou pedagogia.

Como obter bolsas de estudo pelo ProUni

O critério para seleção de vagas do ProUni é a nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Além de se enquadrar no perfil citado anteriormente, para concorrer ao benefício é preciso somar as notas das cinco provas que compõem o Enem (Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Linguagens e Códigos, Matemática e Redação) e dividir a soma resultante por cinco. 

Quem tirou nota zero na redação não poderá participar do processo. Além disso, para conseguir participar do ProUni, será preciso que você tenha atingido, pelo menos, 450 pontos de média do exame. 

Quanto mais alta a nota do candidato, mais chances ele tem de ser atendido pelo programa. Para concorrer a uma bolsa de estudos, é preciso se inscrever no Sistema Informatizado (SisProUni). Lá você terá acesso à lista de instituições privadas cadastradas no ProUni. A partir disso, busque os cursos do seu interesse.

Todos os candidatos, exceto os da modalidade destinada exclusivamente a professores da rede pública sem ensino superior, poderão optar por qualquer graduação. Antes de escolher em qual instituição você deseja estudar, consulte os pré-requisitos para ver se você tem tudo o que precisa, pois algumas graduações podem exigir condições específicas. 

Para cursar Ciências Aeronáuticas, por exemplo, o candidato precisa ter carteira de piloto e número mínimo de horas de voo. Pesquise também o critério de seleção da instituição de ensino superior, já que algumas optam por fazer uma avaliação entre os pré-selecionados para garantir a vaga com uma bolsa do ProUni.

É importante também que você fique atento ao período de inscrições divulgado no site do ProUni. O processo inicial é feito pela internet e, depois dessa etapa, o MEC divulga a lista de pré-selecionados, que devem comparecer no período previsto em edital à instituição de ensino superior. Na universidade, esses pré-selecionados deverão se cadastrar para levar a documentação que comprove os dados fornecidos no período de inscrições.

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O que é e quem tem direito à Bolsa de Permanência do ProUni

O ProUni também inclui ações de incentivo à permanência do estudante no ensino superior, como a Bolsa de Permanência e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Esse segundo incentivo permite o parcelamento do valor restante do curso para os estudantes que conseguiram uma bolsa parcial.

Se você está interessado em entrar no ProUni e complementar a sua bolsa inicial, confira mais sobre essas duas possibilidades. A Bolsa de Permanência é uma ajuda de custos para que o aluno com bolsa de estudo integral possa se manter na instituição. Para estudantes quilombolas e indígenas, o valor do benefício é mais alto. 

Só tem direito à Bolsa de Permanência quem estiver matriculado em curso presencial com no mínimo seis semestres de duração e carga horária média igual ou superior a seis horas diárias de aula tudo isso de acordo com os dados cadastrados pelas instituições de ensino junto ao MEC.

A seleção dos alunos aptos para receber essa bolsa é feita todos os meses de forma automática pelo sistema do ProUni. Para efetivar o benefício, o representante da instituição de ensino superior consultará mensalmente no SisProUni os alunos beneficiados na sua unidade e emitirá o Termo de Concessão de Bolsa de Permanência, que deve ser assinado pelo bolsista.

Como obter financiamento estudantil ou outras bolsas

Se você se enquadra no perfil de quem tem direito à bolsa parcial, existem outros programas e iniciativas que podem ajudá-lo a arcar com os 50% do valor das mensalidades restantes. Um deles é o Fies, programa que permite ao aluno estudar de graça e pagar o restante em diversas parcelas somente após se formar.

Pesquise também sobre os benefícios e programas de bolsas das próprias instituições de ensino privadas, pois eles podem auxiliar no sonho que você tem de conquistar um diploma de ensino superior. 

A Estácio, por exemplo, oferece bolsas de estudo para todas as modalidades de ingresso na universidade. Para quem está na primeira graduação, a universidade oferece bolsas de até 30% pela nota do Enem ou por ingresso por vestibular. Dependendo da época do ano e da campanha vigente, essas bolsas podem ser maiores, chegando a 100% de bolsa no primeiro semestre e a 50% para o restante do curso.

Além disso, a Estácio oferece cursos de graduação que se encaixam no Fies e no ProUni, sendo que o benefício oferecido pelo ProUni é sempre de bolsas integrais. Assim, você pode tentar ingressar na faculdade tanto se conseguir um bom desempenho no Enem e corresponder às regras do ProUni quanto procurando uma vaga com bolsa através dessas outras formas de ingresso e incentivos oferecidos por instituições privadas como a Estácio.

Perguntas e respostas sobre o ProUni

Confira a seguir respostas para algumas das perguntas mais frequentes de quem quer concorrer a uma bolsa pelo ProUni:

1. O ProUni reserva cotas para afrodescendentes, indígenas e pessoas com deficiência?

Sim, desde que se enquadrem no perfil socioeconômico ao qual o programa é destinado. O percentual de vagas reservadas para esses públicos é igual ao percentual do número de pretos, pardos e indígenas de cada estado conforme o último censo do IBGE.

2. Como calcular a renda per capita para ver se eu tenho direito à bolsa?

Some o valor da renda bruta das pessoas que moram na sua casa e divida pelo número total de moradores. Vamos supor que na sua casa morem você, mais dois irmãos, seu avô e seus pais e apenas duas pessoas trabalhem e ganhem R$ 2,5 mil cada. 

Para calcular a renda per capita, você deve somar esse valor, neste caso, R$ 5 mil, e dividi-lo por cinco (que é o total de moradores). Neste caso, você estaria habilitado a concorrer a uma bolsa integral, já que a divisão daria R$ 1.000 de salário per capita na sua residência.

Vale lembrar as regras de rendimento utilizadas pelo ProUni. Se o resultado da sua conta for inferior ou igual a 1,5 salário mínimo (como o salário mínimo em 2019 é R$ 998,00, o seu valor-limite seria de R$ 1.497), você pode concorrer a uma bolsa integral. Se o resultado for entre 1,5 e 3 salários mínimos (ou seja, em 2019, esse valor de referência ficaria entre R$ 1.498 e R$ 2.994), você pode disputar uma bolsa parcial.

3. Quais os critérios de desempate entre candidatos ao ProUni com a mesma média de nota?

O primeiro critério é a nota obtida na redação do Enem. Caso ela também seja igual, os critérios de desempate levam em conta as notas obtidas na prova de Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias e assim sucessivamente, na seguinte ordem: Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas.

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4. Quantas bolsas são oferecidas pelo ProUni?

Os números variam entre os estados, conforme o total de habitantes, e podem oscilar a cada semestre. No primeiro semestre de 2019, por exemplo, o programa disponibilizou um total de 244.186 bolsas em todo o País, sendo 116.934 integrais e 127.252 parciais.

5. Preciso fazer o vestibular na instituição onde pretendo cursar a graduação para ter acesso ao ProUni?

Não. O ProUni leva em consideração apenas a nota do Enem. Porém, algumas instituições aplicam provas de seleção aos candidatos pré-selecionados no sistema. Por isso, fique atento para não perder a data caso a instituição que você escolheu aplique esse método.

6. Como saber em qual curso e instituição tenho mais chance de conseguir bolsa?

Durante o processo de inscrição, você pode optar por até duas graduações em instituições diferentes, conforme o seu interesse. A partir dos dados fornecidos por todos os inscritos e cursos onde se inscreveram uma vez ao dia, o sistema calcula a nota de corte para aquela oportunidade. O candidato também pode alterar a opção de curso mais de uma vez enquanto o processo de inscrição ainda estiver aberto.

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